Quando a computação é móvel

Quão móvel é um sistema distribuído? Quando pensamos na distuibuição de um sistema computacional muitos requisitos ou definições prévias vêem logo à mente. Preocupações como: heterogeneidade, middleware, transparência, tolerância, localização, paradigma (mensagem, objeto, transação), (a)sincronismo e muitos outros. Mas quando adicionamos o adjetivo móvel, outras preocupações também estão envolvidas.

O que é visto comumente são comentários e afirmações do tipo: “estou desenvolvendo uma aplicação móvel”, “aprenda a construir sistemas móveis”, ou “esta aplicação possui transparência de localização”. Cuidado quando falar ou ouvir frases deste tipo! Pode soar forçado. O tipo de computação pode não passar de uma simples aplicação auto-contida (não se comunica com nenhuma outra) e fixa (não envolve nenhuma questão de mobilidade). Neste caso, ele nem seria obrigatoriamente distribuído, nem tão pouco móvel. Simplesmente roda em um dispositivo que por acaso é móvel.

Mais uma vez: não é porque o dispositivo é móvel que a aplicação também será =)

Quando realmente há a presença de requisitos de mobilidade em um sistema, um novo cenário é alvo, onde limitações (de processamento, memória e conectividade), heterogeneidade (dispositivo, linguagem e rede), tratamento de contexto/adaptabilidade, e registro/descoberta de serviços devem ser levantados. Isto tudo pode estar relacionado também com o tipo de rede que os dispositivos irão usar, se do tipo infra-estruturada ou do tipo ad-hoc.

Vamos discutir mais detalhadamente todos estes conceitos, tanto da parte de middleware como de rede. No próximo post, teremos algo sobre o grau de mobilidade dos sistemas.

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